08/07/2014

Michael Jackson - Quando uma gota de água faz transbordar o copo




-Por Bill Whitfield e Javon Beard

Num dos fins de semana que levamos as crianças para DC, decidimos passar a noite no Four Seasons, em vez de dirigir de volta para Middleburg. O Sr. Jackson ligou-me e disse que as crianças queriam ir para a piscina. Então entrei em contato com a administração e eles concordaram em fechar a piscina por algumas horas para que o Sr. Jackson pudesse usá-la. Seguindo o protocolo, fizemos uma busca para verificar se a área era segura. Havia três câmaras de segurança do hotel, à volta da piscina. Certificámo-nos que todas elas tinham sido desligadas e desconectadas. Depois escoltamos o Sr. Jackson e os pequenos, do seu quarto e levámo-los para baixo por uma escada traseira. As crianças tinham os seus trajes de banho, chinelos, e equipamento de flutuação. A Grace também estava connosco.

Chegamos à piscina. Prince e Paris saltaram logo, eles sabiam nadar. Blanket estava à espera que Grace enchesse as suas bóias para ele puder entrar também. Enquanto as crianças nadavam, o Sr. Jackson estava andando por aí. Ele estava cantando, perdido numa melodia na sua cabeça. Havia algo nele que parecia um pouco estranho. Ele parecia um pouco mais animado do que o normal, um pouco mais otimista. Ele começou a cantar baixo, apenas cantarolando um pouco. Depois, ele estava a bater um pouco de percussão e a cantar mais alto. Olhei para Javon. Javon olhou para mim. Nós achamos que ele estava na sua zona de conforto a fazer as suas coisas. Sai para fazer uma passagem pelo vestiário e sala de ginástica, só para ter certeza que eles ainda estavam vazios e ninguém tinha entrado acidentalmente.

Javon: Tudo estava bem até que de repente, o Sr. Jackson olhou para cima e viu uma dessas câmaras de segurança. Ele perdeu completamente a cabeça. Começou a gritar. "Eu falei com vocês sobre isso! Porra, eu disse-vos! "Foi como se algo dentro dele explodisse. Ele correu para a câmara saltou, agarrou-a e começou a puxar, como se ele estivesse a tentar arranca-la de lá.

Bill: Eu ouvi Grace gritar: " Bill! Bill! "e eu corri ao virar da esquina. O Sr. Jackson estavava literalmente a meio da parede, pendurado na câmara, empurrando-a e puxando-a. Corri em direção a ele, gritando: "Sr. Jackson! Está desligada! Não está ligada ! Isso não está a funcionar! "

"Eu não me importo! Eu não me importo! "

Ele tinha soltado o suporte e a câmara estava só pendurado por alguns fios, ele saltou mais uma vez, agarrou-a e arrancou-a da parede. Arrancou-a com as próprias mãos, depois, atirou-a para baixo e esmagou-a no chão. Ele estava a gritar com ela, gritando: " Eu odeio-te! Eu odeio-te! "

Corri até ele. Ele olhou para mim. Os seus olhos estavam vermelhos. Havia sangue nas suas mãos, lacerações profundas nos seus dedos, onde os fios de metal o tinham cortado.

Ele começou a gritar comigo. "Vocês têm que prestar atenção nisto! Vocês têm que tomar cuidado com isso! Esses são os meus filhos! Eu não quero que as pessoas tirem fotos dos meus filhos! "

Eu tentei explicar novamente sobre a câmara estar desligada. Nada do que eu dissesse importava. A forma como ele estava a agir assustou-me. O seu comportamento era muito diferente de tudo que eu já tinha visto antes. Isso era novo para mim, e um pouco assustador.

Javon: Todos ficamos quietos e calados. Ficamos sem palavras. Nós não sabíamos o que fazer, como reagir, como lidar com isso. Ele finalmente acalmou-se e decidiu ficar na piscina. Bill foi buscar o kit de primeiros socorros, tirou uma gaze, água oxigenada e um penso rápido para a sua mão. O hotel acabou por lhe cobrar oito mil dólares pela câmara.

Sentíamo-nos mal em momentos como estes. Na realidade sentíamo-nos mal uma grande parte do tempo. Porque o nosso trabalho era protegê-lo, mas não podíamos protegê-lo das coisas que já tinha acontecido, das coisas que já o tinham magoado.


Trecho do livro “Remember the Time: Protecting Michael Jackson in his Final Days”.
Fonte: Yahoonewsindia

Bill Whitfield e Javon Beard, especialistas na área de proteção privada, serviram durante dois anos e meio como a equipe de segurança pessoal de Michael Jackson. Autores do livro “Remember the Time: Protecting Michael Jackson in his Final Days”.

3 comentários:

  1. Nossa... estas coisas me cortam o coração! Estes podres de tabloides e mídia nojenta o deixaram paranoico e a ponto de ter realmente um surto Psicótico... e o que mais me enfurece é que ninguém se preocupou em leva-lo a um bom especialista, só a sanguessugas.. Quem bom que pelo menos no final ele tinha estes dois anjos da guarda.. Louca para ler o livro deles traduzido.. faço questão de comprar! Bill e Javon me passam credibilidade...

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  2. So Deus sabe o que Michael jackson passou na vida para chegar neste ponto de explodir ,pois ele e homem de alma doce e bondosa ,mesmo assim não podemos esquecer que ele um ser humano como qualquer um ,ele teve que aguentar muitas coisas que minorias seriam capazes de aguentar

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    1. É verdade. Eu não sei se conseguiria suportar metade do que ele teve que suportar. Michael não merecia nada disso...

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